VIDA LONGA À COMUNICAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

Postado por admin em mai 12, 2011 em Artigos |

O verbo da vez na área da comunicação humana é compartilhar. A tecnologia agora nos possibilita trocar tudo: fotografias, vídeos, textos, experiências, ideias, emoções. Se na era analógica dependíamos dos meios impressos para publicar nossas mensagens, que podiam demorar dias para serem editadas e enviadas, hoje a digitalização está saturando a vida de informação em tempo real. Não sabemos o que fazer com tantas mensagens. Nosso “HD” não tem como gerenciar tal volume de dados. Terminamos o dia com dor de cabeça diante da tela do computador.

O que significa efetivamente compartilhar? Os dicionários são muito claros: participar, tomar parte, repartir. Quando compartilhamos, tornamos públicas nossas experiências privadas e, ao mesmo tempo, trazemos as coisas públicas (as imagens, histórias e textos dos outros) para a nossa vida particular. Quando eu envio uma foto no Facebook da minha vida familiar, eu abro minha experiência para todas as pessoas do meu círculo e posso acompanhar o que os meus amigos andam fazendo nas suas atividades privadas. A vida está ficando escancarada e acontecimentos distantes estão mais próximos das pessoas.

A vida corporativa experimenta uma estranha contradição. Intercambiamos informações em excesso: são planilhas, banco de dados, troca de mensagens e diversos textos que agilizam o dia a dia de trabalho. Realmente estamos trocando informação uns com os outros por 24 horas. No entanto, diversas informações estratégicas são bloqueadas no cotidiano organizacional, impedindo o compartilhamento de fatos que podem determinar o sucesso ou fracasso de um projeto empresarial.

O motivo desse bloqueio é um conjunto de medos que estão assombrando as corporações brasileiras e é denominado de medo de compartilhar informação:

São muitos os temores de todos os níveis hierárquicos quanto ao uso e manipulação de mensagens. Podemos traduzir essas temeridades da seguinte forma: “tenho medo que os outros utilizem a informação contra mim”; “tenho medo de que os outros fiquem magoados comigo” (caso eu divulgue uma informação); “tenho medo de falar a verdade porque serei punido por isso e tenho medo de perder poder, já que a utilização da informação é estratégia chave para meus empreendimentos corporativos”.

Como você observou nesses exemplos, há muita informação que é ocultada nas organizações por conta dos “castelos assombrados da comunicação”. As empresas ainda constituem em seu interior diversos feudos, núcleos ou mesmo gestores que sonegam ou omitem informação. Aparentemente há muita informação circulando nas organizações, mas alguém já mensurou a quantidade e a qualidade das informações que ficaram retidas nos feudos corporativos?

A experiência que venho observando nas empresas mostra que a retenção de informação prejudica as organizações nos seus aspectos táticos e operacionais. A qualidade da produção é afetada. Os serviços sofrem com o retrabalho e a falta de circulação de dados prejudica a integração dos colaboradores nos processos essenciais de trabalho. Nesse caso, a informação chega aos departamentos de forma incompleta.

Quando as informações não são repassadas de forma integral, por conta do medo reinante nos feudos organizacionais, as mensagens são enviadas de maneira fragmentada e prejudicam milhares de processos que afetam a entrega de produtos, a qualidade dos serviços e a satisfação final aos clientes finais.

Vida longa à comunicação no reino organizacional!

Por Marcos Gross (Instrutor H&B)

 

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